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Spams consomem mais energia que muitas cidades

Se você já teve receio de abrir certos e-mails e já perdeu tempo apagando mensagens indesejadas, você está entre os milhares de brasileiros que sofrem com os spams. E você sabe o impacto deles? Essa dúvida é muito comum e várias empresas especializadas estão pesquisando e publicando informações a esse respeito. A McAfee, empresa especializada em soluções de segurança eletroeletrônica e digital, verificou os efeitos ambientais do spam. O relatório publicado pela empresa e divulgado recentemente, mostra que o gasto com mensagens eletrônicas indesejadas enviadas em massa tem custos não só para o bolso, mas também para o meio ambiente. No ano passado, o volume estimado de spam no mundo foi de 62 trilhões de mensagens. O vai-e-vem delas, segundo informações do Relatório da McAfee, significou um consumo de 33 bilhões de kWh - o equivalente à energia consumida em 2008 por 2,4 milhões de domicílios nos Estados Unidos. Para produzir essa quantidade de energia, a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, uma das mais eficientes do sistema da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), precisa de uma quantidade de água equivalente à que cai pelas cataratas do Iguaçu durante seis anos. A problemática do Spam está sendo tratada, também, no Relatório da Symantec, empresa especializada em segurança digital. No documento consta a informação de que o Brasil ocupa o 2º lugar na lista dos países que mais geram mensagens eletrônicas indesejadas, atingindo 10% do total de mensagens no mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, geradores de 26% do spam mundial. Na continuação da lista estão Turquia, Polônia, Índia, Rússia e Coréia do Sul, cada um com 4% do total de mensagens no mundo. É o usuário final quem paga a conta do desperdício de energia provocado pelo spam. O relatório McAfee calcula que 52% dessa energia é gasta para ler mensagens, 27% é para buscar mensagens indevidamente marcadas como spam e 16% ao processar softwares para que os filtros funcionem adequadamente. A criação e a transmissão do spam são responsáveis por uma parte quase insignificante da energia consumida. Uma boa maneira de diferenciar o que é Spam é prestar atenção nos campos .Para:. ou .CC:., já que geralmente as mensagens de spam não incluem seu endereço de e-mail nessas áreas. Além disso, alguns spams podem conter linguagem ofensiva ou links para web sites com conteúdo inadequado. Seguindo algumas dicas preparadas pela Symantec, saiba como minimizar os impactos ambientais causados pelo spam Instale o software de filtragem/bloqueio de spam; Não responda a e-mails suspeitos; Crie um filtro de spam para o seu e-mail; Não publique links para endereços de e-mail em web sites; Crie um nome para o e-mail que seja difícil de adivinhar: pesquisas mostram que endereços de e-mail que contêm números, letras e sublinhados são mais difíceis de adivinhar e tendem a receber um número menor de spam. Esteja atento para as caixas de seleção marcadas ao inscrever-se em serviços ou boletins informativos na Web. Observe textos localizados no fim dos formulários de registro que dizem: .SIM, desejo ser contactado por terceiros sobre produtos que possam me interessar.. Informe sobre o spam: rastreie o provedor que envia o spam (conhecido como spammer) e relate o ataque. Se for descoberto que o usuário usou spam, o provedor encerrará o seu serviço. Outra opção é registrar uma queixa na Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos da América sobre qualquer e-mail de spam que você tenha recebido.

Texto: Instituto Akatu